terça-feira, 22 de novembro de 2016

Vereadora Lourdes vota a favor de cotas para homens e mulheres em órgãos públicos

A vereadora Lourdes Sprenger (PMDB) se manifestou na tarde dessa segunda-feira (21) sobre o projeto de lei do Legislativo 059/15, que determinaria percentual mínimo e máximo de homens e mulheres no provimento dos órgãos colegiados, cargos em comissão e funções gratificadas da administração direta e indireta do município. A vereadora votou a favor do projeto por considerar que a representatividade feminina ainda está muito aquém do desejado. O projeto foi rejeitado por 16 votos a 10, com uma abstenção.

Em sua fala, a parlamentar destacou uma pesquisa do Fórum Econômico Mundial que mostra que o Brasil levaria 95 anos para atingir a igualdade de gênero – no mundo, seriam necessários 170 anos. O nosso país ocupa a 79ª posição em um ranking que avalia 144 países e avalia as condições enfrentadas pelas mulheres nas áreas de saúde, educação, paridade econômica e participação política. No ano passado, o Brasil estava na 85ª colocação.

A vereadora ressaltou também que a representatividade feminina continuará abaixo do ideal a partir do ano que vem, apesar da legislação que garante 30% das vagas de candidaturas para cada sexo. Nas últimas eleições, as mulheres representaram 33% das candidaturas à vereança, ou 152 mil mulheres para mais de 309 mil homens. Já para o Executivo, somente 12% do total de candidatos são do sexo feminino. Ou seja, a mulher continua como coadjuvante da política local e nacional. Em 68% dos municípios, não havia sequer uma mulher na disputa pela prefeitura – ou 3.806 cidades sem mulheres na eleição majoritária, de um total de 5.568.

“Meu voto é um alerta para que pratiquemos a valorização efetiva das mulheres em cargos públicos. E que essa valorização não seja apenas em datas como o Dia Internacional da Mulher ou quando votamos um projeto de lei neste sentido. O empoderamento é uma postura de vida que deve ser adotada e praticada todos os dias”, enfatizou.